sábado, 6 de junho de 2020

A expansão do desmatamento na Amazônia em terras indígenas


  
Fonte: Instituto Socioambiental



Em meio à grande crise mundial ocasionada pelo COVID-19, que tem deixado muitas sequelas de ordem sanitária, social e econômica(para citar apenas algumas), a temática "meio ambiente" volta a ganhar destaque no Brasil, especialmente no que diz respeito ao desmatamento da Amazônia, principalmente em terras indígenas.

Dados recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram um aumento significativo nos índices de desmatamento da Amazônia, o equivalente a 63,75% de crescimento no primeiro quadrimestre de 2020, quando comparado ao mesmo período em 2019. Em hectares, o quantitativo desmatado do período foi de 1.367 ha, o que equivale a cerca de 1.865 campos de futebol. 

Mais preocupante ainda é saber que, desse total, 827 ha foram desmatados em áreas indígenas. Isso é consequência do afrouxamento da legislação ambiental brasileira, principalmente a partir do ano  de 2019, com a edição atos normativos de cunho federal que tem favorecido o avanço da atuação de grileiros, garimpeiros e madeireiras, em virtude do enfraquecimento das fiscalizações ambientais pelos órgãos competentes, principalmente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, que tem sofrido fortes impactos de mudanças estruturais, que, na realidade, não tem se mostrado positivas aos indicadores ambientais brasileiros.

A relação entre o desmatamento na Amazônia e a destruição de terras indígenas apresenta-se de grande importância para o debate ambiental no Brasil e chama a atenção para a questão indígena na atualidade, dada a relação direta entre redução dos índices de destruição florestal e regularização imediata das terras pertencentes a estes povos, aliadas ao fortalecimento das ações de fiscalização e punição das atividades ilegais. 

Tudo isso somente será possível por meio de um maior compromisso político-legislativo e político-executivo no Brasil com essa questão que se mostra bastante significativa no campo ambiental e é extensiva ao campo econômico e social.

domingo, 10 de novembro de 2019

VAMOS POETIZAR?



POR AQUI



Não, não posso mais
Me alimentar sadiamente
De vegetais, de animais,
Pois, a folha, o fruto, a semente
Têm estado tão estranhos!
Epa! Contém perigo, embora tão atraentes.

Sim, são  vegetais envenenados,
Agrotóxicos proibidos,
Todo dia liberados.
Por aqui, o bom senso foi naufragado
E continua amordaçado.

Animais são confinados
E cruelmente procriados.
E os hormônios que os fizeram crescer
Antes de amadurecerem,
Juntam-se ao remédio
Que cessa a sangria
E me faz adoecer.

Por aqui, a mata arde em chamas,
Clama por socorro.
E a árvore cai pela motosserra.
Indígena quer preservar,
Político quer devastar,
E capitalista só quer lucrar
Sobre o que é sagrado,
Sobre o que é um bem
Tão inestimável.

A Amazônia é santuário,
Não deveria ser explorado
Em nome do mercado.
Nem tudo deveria estar à venda.
Pois a vida, a biodiversidade
São dignas de respeito.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM DEBATE- A CÚPULA DE AÇÃO CLIMÁTICA DA ONU


Foto:Eugenio Scannavino Neto - Alter do Chão

As mudanças climáticas, dentre elas, o "aquecimento global" têm sido alvo de preocupação de vários países. O aquecimento global está vinculado ao "efeito estufa" e é um fenômeno ocasionado pelo aumento de gases na atmosfera, tais como o dióxido de carbono (CO2), o metano e o óxido nitroso. dióxido de carbono é o que representa o maior índice de emissão (70%), permanecendo na atmosfera por mais de cem anos, o que ocasiona impactos por séculos e séculos.

Mas, como conter o aquecimento global e as mudanças climáticas? 

Tendo em vista que as emissões de gases do efeito estufa tem sido intensificadas pela queima dos combustíveis fósseis(derivados de petróleo, carvão mineral e gás natural) na geração de energia, pelas atividades industriais, pelos transportes, pelo uso inadequado do solo, pelo desmatamento, dentre outros, faz-se necessário, hoje, mais do que nunca, dadas as consequências climáticas sentidas por todo o globo. Dados recentes apontam, por exemplo, que o ano de 2017 registrou a maior temperatura histórica mundial, perdendo apenas para o ano de 1880.

Recentemente, em setembro de 2019, ocorreu, em Nova York, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP-24, um evento de grande relevância para a discussão da problemática no âmbito mundial. A Convenção foi iniciada na Cúpula da Terra, durante a Rio-92, com o objetivo de  "impedir que as ações humanas interfiram de forma prejudicial e permanente no sistema climático do planeta" e, atualmente, já conta com a adesão de 197 países, dentre eles o Brasil. A tônica da Convenção de 2019 foi a de que os países precisam apresentar planos concretos para cortar emissões de gases de efeito estufa e também estratégias para neutralizar as emissões de carbono até 2050.  

Portanto, a Convenção de 2019, já lançou os preparativos para a Cúpula do Clima, que ocorrerá em 2020, ou seja, após cinco anos da realização da Cúpula do Clima ocorrido em 2015, que ficou conhecida como COP-21, momento histórico no qual o países participantes chegaram a um acordo significativo para combater as mudanças climáticas, para acelerar e fortalecer ações e investimentos necessários para um futuro sustentável de baixo carbono, o Acordo de Paris.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Queimadas na Amazônia, falácia ou realidade?

Foco de incêndio na Floresta Amazônia em São Félix do Xingu, no Pará, registrado pelo GreenpeaceImagem: Daniel Beltrá/Greenpeace


           Algo está em diferente no Brasil: há nuvens de fumaça nas cidades, nos campos. São um sinal, de que algo está errado, algo está indo embora, e... pasmem! É a Floresta Amazônica, que esvai pelo fogo das queimadas, que,especialmente no ano de 2019 estão em ritmo mais intenso do que nuca.

          Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(INPE) atestam que houve um aumento de 82% na queimadas da Amazônia em 2019, quando são comparados os períodos de janeiro a agosto de 2019 ao mesmo período do ano de 20018. Mato Grosso, Pará, Amazonas e Maranhão são os estados com maior numero de focos de incêndio, num contexto em que a Amazônia concentra mais de 52% das queimadas de todo o território nacional.

          Ambientalistas e estudiosos tem alertado o Brasil e o mundo acerca das causas e das consequências do aumento de queimadas, reforçando a necessidade de que se tomem as providências para o reforço de políticas de preservação ambiental. Dentre as causas apontadas, chama-se a atenção para o afrouxamento das políticas federais de controle e fiscalização ambiental, ocasionando um impacto local, regional e global, tendo em vista o aumento da emissão de gases nocivos na atmosfera e, consequentemente, contribuindo para o aumento do aquecimento global.

         Os impactos ambientais, sociais, econômicos e humanos são inúmeros. Cabe a toda a sociedade brasileira apropriar-se criticamente da realidade vivenciada, debatendo a questão no seu cotidiano e não aceitar de modo acrítico as informações tendenciosas que tentam a todo custo negar a questão ambiental na Amazônia. Olhos atentos, memória aguçada e debate crítico são as melhores qualidades dos eleitores e eleitoras dos próximos pleitos eleitorais. Essa é uma das vias para a mudança social.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Evento em Educação Ambiental- V COBEAI- 2019

                                                             Fonte da imagem: o portal do evento.


V CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL INTERDISCIPLINAR

Divulgo um evento importante para todos que apoiam a causa ambiental e que almejam o fortalecimento das ações de Educação Ambiental nos diversos espaços da sociedade: O Congresso Brasileiro de Educação Ambiental Interdisciplinar (COBEAI), previsto para o mês de dezembro/2019, a ocorrer na Universidade Federal de Sergipe.

O COBEAI/2019 ocorre anualmente e tem por objetivo "promover o intercâmbio, troca de experiências  e divulgação de trabalhos desenvolvidos" na área ambiental e já está em sua 5ª edição. Ocorrerá do dia 04 a 07 de dezembro de 2019, articulado ao VIII Workshop de Educação Ambiental Interdisciplinar e terá como tema "Os desastres não são fenômenos naturais".

O evento terá uma programação diversificada, composta por mesas redondas, palestras, oficinas, atividades artísticas, minicursos e apresentação de trabalhos, sendo que os melhores trabalhos serão publicados na Revista Acta Brasiliensis. As inscrições já estão abertas. 

Maiores informações, no site do evento, no seguinte link: http://cobeai.escolaverde.org/site/2019/index.php/inicio




quarta-feira, 5 de junho de 2019

Dia Mundial do Meio Ambiente


Foto retirada de Searsie/iStock


Dia Mundial do Meio Ambiente


Por que tanto se fala em meio ambiente,
Neste século XXI,
Como nunca tanto se falou?
Por que neste Brasil
Tanta coisa retrocedeu?
Por que será que o desmatamento
Cresce a passos largos
Enquanto os latifundiários
Grandes, fortes, poderosos
Esmagam indígenas, camponeses,
Sob o aval da legislação?

Por que somos tantos, mil, milhões
De pessoas que falam, denunciam
Retrocessos ambientais,
Mas que vemos todo dia
Agrotóxicos que são liberados, largamente utilizados?
Não somos maioria?

Precisamos entender, tudo está interligado:
Economia, Ambiente e Estado.
Devemos fazer valer a democracia
Exigindo dia a dia
O melhor para o ser humano
Mas com a Terra, harmonia.

Vamos lembrar deste dia
Dia do Meio Ambiente
Mudando nossos valores,
Nossos hábitos, nossas atitudes.
Preservar, conservar, transformar
O espaço natural
Com responsabilidade
Às gerações presentes e futuras.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Educação Ambiental: Carta da Terra e Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global

Educação Ambiental: Carta da Terra e Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global




O Dia mundial do Meio Ambiente é celebrado mundialmente em 05 de junho, já está bem próximo, portanto, gostaria de compartilhar dois vídeos que ilustram dois importantes documentos para  Educação Ambiental e a Sustentabilidade.

O primeiro é narrado por Leonardo Boff, um renomado escritor brasileiro, que foi um dos redatores da Carta da Terra, iniciada na Eco Rio-92 e concluída alguns anos após.

O segundo vídeo é o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, vídeo de Michele Sato, autora renomada na área da Educação Ambiental.

A utilização de recursos audiovisuais na educação como um todo e, em especial,na Educação Ambiental,  são instrumentos eficazes para a sensibilização dos(as) educandos(as) à questão ambiental, chamando-os(as) à ação de transformação da realidade em que vivem.

Vale a pena conferir. Seguem os links:

https://www.youtube.com/watch?v=EJ6NVNGxuMc&list=PLeS66UL1FmjkV7n0BIMu4EDbgJex-C65N&index=5

https://www.youtube.com/watch?v=xe_LNLntVCE&list=PLeS66UL1FmjkV7n0BIMu4EDbgJex-C65N&index=3

Deixe seu comentário, envie-nos sugestões, participe !



segunda-feira, 13 de maio de 2019

MUSICAS SOBRE A TEMÁTICA "MEIO AMBIENTE"- EDUCAÇÃO AMBIENTAL



Caros(as) seguidores(as)!

Estes vídeos compõem o nosso Produto Educacional Ideia Ambiental. ESpero que sejam instrumentos de disseminação de uma nova cultura de preservação da Terra e do uso sustentável dos recursos naturais. Os seres humanos podem transformar a realidade que aí está. Ainda dá tempo!!!
Por gentileza, dá um like, para nos ajudar nessa nova empreitada, ok? Até a próxima postagem!

https://www.youtube.com/watch?v=qOWgK8VkU5c&feature=share


https://www.youtube.com/watch?v=wec5vMBXW-g

quarta-feira, 13 de março de 2019

A TRAGÉDIA DE BRUMADINHO E O DIA MUNDIAL DE LUTA DOS ATINGIDOS POR BARRAGENS

Brumadinho: antes e depois. Fonte aqui.
O dia 14 de março é considerado o Dia Mundial de Luta dos Atingidos por barragens, informação que nos leva a refletir sobre alguns acontecimentos trágicos do ponto de vista humano e ambiental: o rompimento da barragem de Mariana em 2015 e o caso recente ocorrido em Brumadinho, ambas cidades localizadas em Minas Gerais.

O rompimento da barragem de Brumadinho deixou como resultado imediato a perda de 201 vidas humanas, até 11 de março, além de outras que anda não foram identificadas.  A tragédia reflete o quanto a atividade de mineração no Brasil tem refletido uma busca pelo lucro inconsequente , no qual o ser humano tem sido secundarizado direta ou indiretamente, o que pode ser comprovado pelo simples fato de que, passos mais de três anos da tragédia anterior, em Mariana, muitas famílias ainda encontra-se desamparadas, aguardando uma posição da justiça brasileira no que tange à concessão de indenização que garanta a simples tentativa de reconstrução de suas vidas.

Quanto ao Meio Ambiente, cabe salientar que a lama espalhada na tragédia atingiu o Rio Paraopebas, importante fonte de água doce da região, destruiu parte da Mata Atlântica existente ao redor da barragem, além de alterar de modo irreversível o solo aonde alcançou, pois se trata de um material que contem alguns elementos químicos nocivos à saúde, tais como: níquel, magnésio e cádmio, de acordo com estudos da Universidade federal de Ouro Preto(UFOP).

Médicos apontam que tais elementos, mesmo em pequena quantidade no organismo, podem acarretar sérios problemas de saúde a médio e longo prazo. Metais pesados como chumbo, arsênio, alumínio e mercúrio também são possíveis de ser encontrados na lama, os quais promovem uma serie de danos neurológicos às pessoas que tiverem contato ou que consumam peixes contaminados.

Diante desse que é considerado o maior acidente de trabalho do Brasil, tendo em vista o grande numero de funcionários atingidos, e também é mais um dos graves desastres ambientais, cabe-nos a seguinte reflexão, a de que se faz urgente o amparo às inúmeras famílias que tiveram perdas imensuráveis, a agilidade na apuração dos responsáveis pela tragédia, além de uma necessária mudança de prioridades neste atual ordem societária capitalista vigente. Até lá, reflitamos, esbocemos caminhos alternativos para uma nova lógica social.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

PERIGO NA MESA: VEGETAIS CAMPEÕES EM AGROTÓXICOS


PERIGO NA MESA: VEGETAIS CAMPEÕES EM AGROTÓXICOS


De acordo com a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA), por meio da análise do principais vegetais consumidos pelos brasileiros, diversas frutas e hortaliças tem apresentado, ao longo dos anos, altos níveis de contaminação por agrotóxicos acima dos níveis permitidos.  O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos(PARA) é realizado pela ANVISA e é o responsável por monitorar os resíduos de agrotóxicos em alimentos no âmbito nacional. 

Em seu último relatório publicado (2013-2015), com análises de amostras das 27 unidades federativas, constatou que as altas concentrações de agrotóxicos nos alimentos de origem vegetal produzidos no Brasil têm perdurado nos últimos anos. Segundo o relatório da ANVISA, os campeões em concentração de agrotóxicos são:

1º lugar- Pimentão
2º lugar- Morango
3º lugar- Pepino
4º lugar- Alface
5º lugar- Cenoura
6º lugar- Abacaxi
7º lugar- Beterraba
8º lugar- Couve
9º lugar- Mamão
10º lugar- Tomate

Diante das constatações, o que fazer? Como agir?

Há algumas alternativas, tais como a valorização dos produtos de origem orgânica, de produtores confiáveis, embora seu custo seja mais elevado, ou a utilização de estratégias de lavagem dos vegetais para reduzir a presença dos pesticidas na casca e nas folhas.
Traz-se aqui uma solução caseira para a segunda alternativa apresentada:

Ingredientes da solução
900 ml de água (90% do volume total de água)
100ml de vinagre branco (10% do volume total de água)
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio

Modo de fazer

Colocar o vinagre e o bicarbonato de sódio na água. Deixar as frutas, legumes e verduras de molho por 15 minutos nesta solução. Depois do molho, passe por água corrente e está pronto para o consumo.

Além dessas duas alternativas apresentadas, tem-se a terceira, que é a de aprender técnicas de plantio de vegetais, mas essas ficarão para um próximo momento.

Você conhece outro modo de reduzir os agrotóxicos da mesa nossa de cada dia?
Contribua com seus comentários! A saúde agradece.


Sites consultados:



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

AGROTÓXICO: MOCINHO DO LUCRO, VILÃO DA VIDA





Os agrotóxicos são produtos utilizados amplamente na agricultura para a redução das pragas que assolam as plantações, com o objetivo de aumentar a produção agrícola e garantir produtos agrícolas atrativos visualmente ao consumidor final.
Entretanto, nas ultimas décadas, tem-se observado no Brasil um crescimento desenfreado quanto ao uso desses herbicidas , acarretando problemas para o meio ambiente como um todo e, principalmente para os seres humanos.
O homem do campo é quem inicialmente sofre as consequências do uso dos agrotóxicos, tendo em vista que, tem uma exposição prolongada a esses produtos, muitas vezes direta, pela falta de equipamentos de proteção individual para a aplicação, como também todas as pessoas que irão consumir os vegetais produzidos com os ditos “defensivos”, que possuem concentrações muitas vezes além da que é permitida pela legislação e muitas vezes até proibidos no exterior. Pesquisas tem mostrado que as consequências do consumo de vegetais produzidos com agrotóxicos são preocupantes, pois acarretam problemas diversos à saúde, dentre eles, cânceres, mal de alzheimer, parkinson, más formações congênitas, e até mesmo disfunções hormonais.
Recentemente no Brasil, a população assistiu estupefata a aprovação do Projeto de Lei 6.299/2002, que liberou o uso do herbicida “Glifosato” em solo brasileiro,  apontado em pesquisas recentes como contaminador do solo, da água e dos animais, além da constatação de que possui efeito potencialmente cancerígeno para seres humanos.

Diante da problemática apresentada, o que pode ser feito para reverter tal situação?

Inicialmente, faz-se necessário que todos os seres humanos brasileiros busquem as informações referente ao uso dos agrotóxicos, dentre eles o Glifosato, com o intuito de catalisar a mudança de hábitos, tais como a valorização e o consumo de produtos orgânicos, por exemplo.  Mas não é só isso! A participação ativa em frentes de combate a decisões do poder público quanto à liberação de tais substâncias toxicas no Brasil é muito importante. É pelo futuro do Brasil, por esta geração e para as vindouras. Não se pode mais aceitar o lucro acima da vida.

Links consultados:

www.brasildefato.com.br

www.chegadeagrotoxicos.org.br

www.mpsc.mp.br/noticias/sociedade-diz-nao-ao-pl-do-veneno

http://www.ihu.unisinos.br/noticias




sábado, 8 de setembro de 2018

Dia da Amazônia: vamos falar sobre o desmatamento?


O dia 05 de setembro consta nos calendários ambientais como o “Dia da Amazônia”, tendo sido instituído em alusão à criação da província do Amazonas pelo imperador D. Pedro II, em 1950.  A data chama o nosso olhar para esse importante bioma, que possui 6,9 milhoes de Km², abrangendo nove países: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname.
Ocorre que 60% do território da Amazônia se localiza em território brasileiro, com 5.020.000 km² milhões de Km² (Fonte: IBGE), compreendendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e partes do Tocantins, Maranhão e Goiás, sendo denominado de “Amazônia Legal brasileira”, que por sua vez representa 43% de todo o território brasileiro.
A floresta amazônica é considerada o “pulmão do mundo”, pois detém cerca de 2.500 espécies de árvores, além de 30% das espécies de plantas, das existentes em toda a América do Sul, participando da regulação climática do Brasil e de todo o planeta.
O desmatamento é uma importante questão a se discutir, tendo em vista o seu avanço nos últimos anos, o que tem contribuído consideravelmente para o aumento da emissão dos gases do efeito estufa no Brasil e no mundo como um todo.
Lovejoy e Nobre, grandes especialistas em Amazônia, publicaram em 2018 um editorial na Revista Science Advances, alertando que o desmatamento já atingiu 17% nos últimos 50 anos; ao atingir de 20% a 25%, a floresta amazônica se tornará um tipo de “savana empobrecida”, com efeitos irreversíveis para o clima, flora e fauna.
De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, o desmatamento é causado por diversos atores, mas o principal deles é a prática da atividade agropecuária, principalmente a ilegal. Dados apontam que 80% da madeira extraída da Amazônia provém de atividade ilegal.
O desmatamento desenfreado é fruto de um desenvolvimento econômico que se tornou insustentável, pelo simples fato de que a permanência desse modelo tem ocasionado questões que se relacionam a mudanças climáticas                     extremas tanto em nível local, quanto em escala planetária. Cabe a cada um de nós a reflexão: onde viverá o ser humano, após a destruição desse bioma e de muitos outros? Quanto tempo ainda nos restará, se a destruição ambiental pendurar e continuar se agravando? Por onde começar?
Fontes Consultadas:

O que é a Amazônia Legal. Dicionário Ambiental. ((o))eco, Rio de Janeiro, nov. 2014. Disponível em: <http://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28783-o-que-e-a-amazonia-legal/>. Acesso em: 03 de setembro de 2018.

segunda-feira, 14 de maio de 2018


Reflexões sobre a relação entre ser humano e meio ambiente

O nosso cérebro borbulha em ideias para melhorar o meio ambiente todos os dias. São reflexões baseadas na observação do mundo ao nosso redor. Em diversas situações do cotidiano, seja nos deslocando na cidade em que vivemos, seja navegando na Internet, seja em nossa casa, escola, trabalho, percebemos que, nós, seres humanos, muitas vezes sabemos o que é correto, ambientalmente falando, mas não pautamos nossas atitudes naquilo que já sabemos acerca da importância de uma postura de cuidados com o meio ambiente.
Sabemos que não se deve jogar lixo no chão, que temos que economizar água, energia, preservar áreas verdes, consumir conscientemente, enfim. No entanto, carecemos de mais atitudes concretas nesse sentido.  
A pergunta é: como podemos mudar essa situação? Como reduzir ou estacionar o processo de degradação ambiental atual? Como fazer a nossa parte? As perguntas são simples, mas a resposta é bastante complexa. Não existe fórmula pronta, existe um caminho que devemos percorrer e devemos começar já!
A degradação ambiental da atualidade é uma das graves consequências do modelo destrutivo de desenvolvimento econômico que se implantou no mundo nos últimos séculos. Desse modo, a busca pelo lucro, colocado acima de tudo, inclusive acima da própria vida humana, tem ocasionado diversos problemas para a nossa sobrevivência, uma vez que o ar, a água, a flora, a fauna e o clima estão severamente ameaçados.
Duas grandes questões precisam ser aprofundadas na relação entre homem e meio ambiente: a primeira, no nível macro e a segunda, no nível micro do cotidiano. Conversaremos sobre a relação entre o Sistema de Produção e meio ambiente em outras postagens.
Por ora, queremos alertar para a necessidade de transformação de nossas atitudes. Os “R’s” da sustentabilidade vem ao encontro dessa mudança necessária, especialmente no que tange à geração de resíduos sólidos.
Os 3 primeiros “R’s “ surgiram no contexto da Segunda Guerra Mundial, dada a escassez de recursos sentida em todo o globo, como consequência da guerra. São eles: reduzir, reutilizar, reciclar. O “R” de “reduzir” diz respeito ao hábito do consumo consciente, o “R” de “reutilizar” incentiva o reaproveitamento, ou seja, a transformação daquilo que seria descartado, e o terceiro “R” incentiva a reciclagem de materiais para o retorno à cadeia produtiva, após a correta separação dos mesmos.
Aos primeiros 3 R’s se seguiram diversos outros, com o intuito de contribuir para que cada um consiga fazer a sua parte e, assim, melhorar o ambiente em redor, nesse caso, por meio da redução de geração de resíduos sólidos.
À medida em que os anos se passaram, outros “R’s” foram surgindo no desenvolvimento do debate ambiental, tais como:  “repensar,” “recusar”, “reparar”, “respeitar”, “responsabilizar-se” e “repassar”.
E quanto a nós? Qual a nossa ideia, hoje,  para contribuirmos para a  melhoria do meio ambiente? Temos ainda as letras do alfabeto inteiro para expressar em ideias os caminhos para a mudança nos hábitos e atitudes. O ser humano e o planeta Terra agradecem.


Sites para consultas:







terça-feira, 8 de maio de 2018

Espaço Ideia Ambiental


Pensamos este espaço como uma forma de compartilhar reflexões, experiências e dicas acerca da temática do Meio Ambiente.
Ideia Ambiental é uma proposta de disseminação dos conhecimentos produzidos por autores clássicos e também por novos pesquisadores na área de Educação Ambiental.
Ideia Ambiental é um dos modos de se fazer educação, uma maneira que encontramos de contribuir para o desenvolvimento da Educação Ambiental cotidiana no ambiente escolar e acadêmico.
Ideia Ambiental tem como público-alvo todos aqueles e aquelas que se preocupam em ser agentes da transformação social por meio da Educação Ambiental.
Pretendemos que o nosso lócus inicial de abrangência seja o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Campus de Fortaleza e que este espaço digital seja mais uma ferramenta à mão de docentes e discentes para o alcance dos objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental(PNEA), estabelecida pela Lei Nº 9795/1999, a qual prevê o caráter inter, multi e transdisciplinar da Educação Ambiental.
Enfim, este é o espaço Ideia Ambiental.


A expansão do desmatamento na Amazônia em terras indígenas

   Fonte: Instituto Socioambiental Em meio à grande crise mundial ocasionada pelo COVID-19, que tem deixado muitas sequelas de orde...