sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

PERIGO NA MESA: VEGETAIS CAMPEÕES EM AGROTÓXICOS


PERIGO NA MESA: VEGETAIS CAMPEÕES EM AGROTÓXICOS


De acordo com a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA), por meio da análise do principais vegetais consumidos pelos brasileiros, diversas frutas e hortaliças tem apresentado, ao longo dos anos, altos níveis de contaminação por agrotóxicos acima dos níveis permitidos.  O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos(PARA) é realizado pela ANVISA e é o responsável por monitorar os resíduos de agrotóxicos em alimentos no âmbito nacional. 

Em seu último relatório publicado (2013-2015), com análises de amostras das 27 unidades federativas, constatou que as altas concentrações de agrotóxicos nos alimentos de origem vegetal produzidos no Brasil têm perdurado nos últimos anos. Segundo o relatório da ANVISA, os campeões em concentração de agrotóxicos são:

1º lugar- Pimentão
2º lugar- Morango
3º lugar- Pepino
4º lugar- Alface
5º lugar- Cenoura
6º lugar- Abacaxi
7º lugar- Beterraba
8º lugar- Couve
9º lugar- Mamão
10º lugar- Tomate

Diante das constatações, o que fazer? Como agir?

Há algumas alternativas, tais como a valorização dos produtos de origem orgânica, de produtores confiáveis, embora seu custo seja mais elevado, ou a utilização de estratégias de lavagem dos vegetais para reduzir a presença dos pesticidas na casca e nas folhas.
Traz-se aqui uma solução caseira para a segunda alternativa apresentada:

Ingredientes da solução
900 ml de água (90% do volume total de água)
100ml de vinagre branco (10% do volume total de água)
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio

Modo de fazer

Colocar o vinagre e o bicarbonato de sódio na água. Deixar as frutas, legumes e verduras de molho por 15 minutos nesta solução. Depois do molho, passe por água corrente e está pronto para o consumo.

Além dessas duas alternativas apresentadas, tem-se a terceira, que é a de aprender técnicas de plantio de vegetais, mas essas ficarão para um próximo momento.

Você conhece outro modo de reduzir os agrotóxicos da mesa nossa de cada dia?
Contribua com seus comentários! A saúde agradece.


Sites consultados:



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

AGROTÓXICO: MOCINHO DO LUCRO, VILÃO DA VIDA





Os agrotóxicos são produtos utilizados amplamente na agricultura para a redução das pragas que assolam as plantações, com o objetivo de aumentar a produção agrícola e garantir produtos agrícolas atrativos visualmente ao consumidor final.
Entretanto, nas ultimas décadas, tem-se observado no Brasil um crescimento desenfreado quanto ao uso desses herbicidas , acarretando problemas para o meio ambiente como um todo e, principalmente para os seres humanos.
O homem do campo é quem inicialmente sofre as consequências do uso dos agrotóxicos, tendo em vista que, tem uma exposição prolongada a esses produtos, muitas vezes direta, pela falta de equipamentos de proteção individual para a aplicação, como também todas as pessoas que irão consumir os vegetais produzidos com os ditos “defensivos”, que possuem concentrações muitas vezes além da que é permitida pela legislação e muitas vezes até proibidos no exterior. Pesquisas tem mostrado que as consequências do consumo de vegetais produzidos com agrotóxicos são preocupantes, pois acarretam problemas diversos à saúde, dentre eles, cânceres, mal de alzheimer, parkinson, más formações congênitas, e até mesmo disfunções hormonais.
Recentemente no Brasil, a população assistiu estupefata a aprovação do Projeto de Lei 6.299/2002, que liberou o uso do herbicida “Glifosato” em solo brasileiro,  apontado em pesquisas recentes como contaminador do solo, da água e dos animais, além da constatação de que possui efeito potencialmente cancerígeno para seres humanos.

Diante da problemática apresentada, o que pode ser feito para reverter tal situação?

Inicialmente, faz-se necessário que todos os seres humanos brasileiros busquem as informações referente ao uso dos agrotóxicos, dentre eles o Glifosato, com o intuito de catalisar a mudança de hábitos, tais como a valorização e o consumo de produtos orgânicos, por exemplo.  Mas não é só isso! A participação ativa em frentes de combate a decisões do poder público quanto à liberação de tais substâncias toxicas no Brasil é muito importante. É pelo futuro do Brasil, por esta geração e para as vindouras. Não se pode mais aceitar o lucro acima da vida.

Links consultados:

www.brasildefato.com.br

www.chegadeagrotoxicos.org.br

www.mpsc.mp.br/noticias/sociedade-diz-nao-ao-pl-do-veneno

http://www.ihu.unisinos.br/noticias




sábado, 8 de setembro de 2018

Dia da Amazônia: vamos falar sobre o desmatamento?


O dia 05 de setembro consta nos calendários ambientais como o “Dia da Amazônia”, tendo sido instituído em alusão à criação da província do Amazonas pelo imperador D. Pedro II, em 1950.  A data chama o nosso olhar para esse importante bioma, que possui 6,9 milhoes de Km², abrangendo nove países: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname.
Ocorre que 60% do território da Amazônia se localiza em território brasileiro, com 5.020.000 km² milhões de Km² (Fonte: IBGE), compreendendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e partes do Tocantins, Maranhão e Goiás, sendo denominado de “Amazônia Legal brasileira”, que por sua vez representa 43% de todo o território brasileiro.
A floresta amazônica é considerada o “pulmão do mundo”, pois detém cerca de 2.500 espécies de árvores, além de 30% das espécies de plantas, das existentes em toda a América do Sul, participando da regulação climática do Brasil e de todo o planeta.
O desmatamento é uma importante questão a se discutir, tendo em vista o seu avanço nos últimos anos, o que tem contribuído consideravelmente para o aumento da emissão dos gases do efeito estufa no Brasil e no mundo como um todo.
Lovejoy e Nobre, grandes especialistas em Amazônia, publicaram em 2018 um editorial na Revista Science Advances, alertando que o desmatamento já atingiu 17% nos últimos 50 anos; ao atingir de 20% a 25%, a floresta amazônica se tornará um tipo de “savana empobrecida”, com efeitos irreversíveis para o clima, flora e fauna.
De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, o desmatamento é causado por diversos atores, mas o principal deles é a prática da atividade agropecuária, principalmente a ilegal. Dados apontam que 80% da madeira extraída da Amazônia provém de atividade ilegal.
O desmatamento desenfreado é fruto de um desenvolvimento econômico que se tornou insustentável, pelo simples fato de que a permanência desse modelo tem ocasionado questões que se relacionam a mudanças climáticas                     extremas tanto em nível local, quanto em escala planetária. Cabe a cada um de nós a reflexão: onde viverá o ser humano, após a destruição desse bioma e de muitos outros? Quanto tempo ainda nos restará, se a destruição ambiental pendurar e continuar se agravando? Por onde começar?
Fontes Consultadas:

O que é a Amazônia Legal. Dicionário Ambiental. ((o))eco, Rio de Janeiro, nov. 2014. Disponível em: <http://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28783-o-que-e-a-amazonia-legal/>. Acesso em: 03 de setembro de 2018.

segunda-feira, 14 de maio de 2018


Reflexões sobre a relação entre ser humano e meio ambiente

O nosso cérebro borbulha em ideias para melhorar o meio ambiente todos os dias. São reflexões baseadas na observação do mundo ao nosso redor. Em diversas situações do cotidiano, seja nos deslocando na cidade em que vivemos, seja navegando na Internet, seja em nossa casa, escola, trabalho, percebemos que, nós, seres humanos, muitas vezes sabemos o que é correto, ambientalmente falando, mas não pautamos nossas atitudes naquilo que já sabemos acerca da importância de uma postura de cuidados com o meio ambiente.
Sabemos que não se deve jogar lixo no chão, que temos que economizar água, energia, preservar áreas verdes, consumir conscientemente, enfim. No entanto, carecemos de mais atitudes concretas nesse sentido.  
A pergunta é: como podemos mudar essa situação? Como reduzir ou estacionar o processo de degradação ambiental atual? Como fazer a nossa parte? As perguntas são simples, mas a resposta é bastante complexa. Não existe fórmula pronta, existe um caminho que devemos percorrer e devemos começar já!
A degradação ambiental da atualidade é uma das graves consequências do modelo destrutivo de desenvolvimento econômico que se implantou no mundo nos últimos séculos. Desse modo, a busca pelo lucro, colocado acima de tudo, inclusive acima da própria vida humana, tem ocasionado diversos problemas para a nossa sobrevivência, uma vez que o ar, a água, a flora, a fauna e o clima estão severamente ameaçados.
Duas grandes questões precisam ser aprofundadas na relação entre homem e meio ambiente: a primeira, no nível macro e a segunda, no nível micro do cotidiano. Conversaremos sobre a relação entre o Sistema de Produção e meio ambiente em outras postagens.
Por ora, queremos alertar para a necessidade de transformação de nossas atitudes. Os “R’s” da sustentabilidade vem ao encontro dessa mudança necessária, especialmente no que tange à geração de resíduos sólidos.
Os 3 primeiros “R’s “ surgiram no contexto da Segunda Guerra Mundial, dada a escassez de recursos sentida em todo o globo, como consequência da guerra. São eles: reduzir, reutilizar, reciclar. O “R” de “reduzir” diz respeito ao hábito do consumo consciente, o “R” de “reutilizar” incentiva o reaproveitamento, ou seja, a transformação daquilo que seria descartado, e o terceiro “R” incentiva a reciclagem de materiais para o retorno à cadeia produtiva, após a correta separação dos mesmos.
Aos primeiros 3 R’s se seguiram diversos outros, com o intuito de contribuir para que cada um consiga fazer a sua parte e, assim, melhorar o ambiente em redor, nesse caso, por meio da redução de geração de resíduos sólidos.
À medida em que os anos se passaram, outros “R’s” foram surgindo no desenvolvimento do debate ambiental, tais como:  “repensar,” “recusar”, “reparar”, “respeitar”, “responsabilizar-se” e “repassar”.
E quanto a nós? Qual a nossa ideia, hoje,  para contribuirmos para a  melhoria do meio ambiente? Temos ainda as letras do alfabeto inteiro para expressar em ideias os caminhos para a mudança nos hábitos e atitudes. O ser humano e o planeta Terra agradecem.


Sites para consultas:







terça-feira, 8 de maio de 2018

Espaço Ideia Ambiental


Pensamos este espaço como uma forma de compartilhar reflexões, experiências e dicas acerca da temática do Meio Ambiente.
Ideia Ambiental é uma proposta de disseminação dos conhecimentos produzidos por autores clássicos e também por novos pesquisadores na área de Educação Ambiental.
Ideia Ambiental é um dos modos de se fazer educação, uma maneira que encontramos de contribuir para o desenvolvimento da Educação Ambiental cotidiana no ambiente escolar e acadêmico.
Ideia Ambiental tem como público-alvo todos aqueles e aquelas que se preocupam em ser agentes da transformação social por meio da Educação Ambiental.
Pretendemos que o nosso lócus inicial de abrangência seja o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Campus de Fortaleza e que este espaço digital seja mais uma ferramenta à mão de docentes e discentes para o alcance dos objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental(PNEA), estabelecida pela Lei Nº 9795/1999, a qual prevê o caráter inter, multi e transdisciplinar da Educação Ambiental.
Enfim, este é o espaço Ideia Ambiental.


A expansão do desmatamento na Amazônia em terras indígenas

   Fonte: Instituto Socioambiental Em meio à grande crise mundial ocasionada pelo COVID-19, que tem deixado muitas sequelas de orde...